Adiaram para 2016 a obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (04/01/2013) no "Diário Oficial da União". antes de nós criticarmos o acordo
ortográfico, o que é mais comum, entender o porquê o criaram é mais relevante.
É necessário compreender essa tentativa de unificação na qual tanto se fala,
mas pouco se discute.
No mundo oficialmente existem 10
países onde o português é língua oficial: Brasil, Moçambique, Angola, Portugal,
Guiné-Bissau, Timor Leste, Guiné Equatorial, Cabo Verde, São Tomé Príncipe,
Macau. Facilitar o intercâmbio de obras escritas no idioma entre esses países,
fortalecer o peso do idioma em organismos internacionais justifica bastante
essa tentativa de unificação. Além disso, a variância da língua falada é
enorme, então ao invés dessa mudança, como alguns dizem empobrecer a língua, pelo contrário ela valoriza o idioma quando ele ganha corpo e mais representatividade diplomática.
Pensando de um ponto de
vista do uso, e de como escrevemos às vezes com maior facilidade utilizando
para acentuar mais observando os sons mais fortes da sílaba tônica, sem muitas
vezes termos sistematizado o sistema fonético, e a classificação das sílabas, o
acordo tem muitas coisas passivas das mais rudes críticas, posto que essas
alterações na fala não vão alterar, ou seja, nós continuaremos a pronunciar a
sílaba de maneira acentuada mesmo que a grafia seja desacentuada.
Vou aqui frisar mudanças
ruins que podem muito bem serem revistas:
1 - o fim da acentuação nas
palavras paroxítonas que tenham ditongo (ei, oi) exemplo; idéia virou ideia.
2- Acento agudo de algumas
palavras paroxítonas Some o acento no i e no u forte depois de ditongos.
Exemplo; feiúra virou feiura.
3- Some o acento
diferencial, acento que servia para identificar a classe gramatical, e
diferenciar como no caso de pêlo que foi depilado e agora é pelo, não pelo um
bom motivo.
Por outro lado, a mudança no alfabeto acrescentando as letras w, k, y, é uma coisa positiva, a morte do trema, por assim dizer também. Acentos circunflexos em letras dobradas, como no caso de “lêem” passando ser escrito leem parece uma ação igualmente acertada, um pouco menos popular é o caso da eliminação do hífen ou acréscimo dele nas palavras.
A verdade é que nenhuma das mudanças agrada um grande contingente de pessoas aqui no Brasil, mas principalmente em Portugal, enquanto aqui o acordo ortográfico acarretará na mudança de 0,5% do total de palavras, para os lusitanos acarretará uma mudança de 0,8% do total muito em virtude de uma mudança exclusiva para os portugueses: Desaparecem o c e o p de palavras em que essas letras não são pronunciadas, exemplo; óptimo passou a ser ótimo.
Mais uma coisa do acordo a ser bastante criticada é o fato das diretrizes dele já estarem estabelecidas desde 1990, e mesmo assim não ter entrado plenamente em vigor, ainda! Muita procrastinação em virtude do desagrado que ele causa principalmente aos já escolarizados que reiteram o fato de não ser possível absorver todas as mudanças.
Tudo indica realmente uma difícil adesão, e uma forte tendência da aceitação de duas formas de escrever ao invés da abolição das formas antigas, é até algo bem razoável agradaria defensores e detratores do acordo. Resta ainda a reflexões se tais mudanças são benignas, e se por decreto é possível unificar a língua, ou gerar mais desavença e repúdio a norma culta padrão da língua.

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