sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Reflexo Vermelho
O espírito devassado
No meio do ritual de incertezas
O canto civilizado
No meio da dor, angústias e tristezas
O seio da impossibilidade
Na sombra de tantos impasses
O caminho distante da liberdade
O rosto cansado
Nessa vida tanto sofrer
O coração despedaçado
Nessa vida há tanto querer
O reflexo no espelho
Nesse instante tive medo
Meus olhos – vermelho
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Stream of Consciousness.
Have you ever felt this?
Ignore about themes anywhere
Already lost your way, and the telephone on the bus?
Thus I have been trying studied...
I have been thinking - has something wrong that place...
Where don´t was the trouble, But it´s me!
I can´t guilt nobody else.
I had feeling a strange pain in the corner left my head...
Sad day, hard moments
I´m broken down living in delirious
It´s as all gray raining unfinished…
The time so fast it´s going by the my eyes
Brazilian is trying thought in English
While people pass through the turnstiles
Life it's a big turnstile
He Doesn't belong...
I´m not, any answer in tests
The only thing I know at moment:
I have than staying alive!
Then maybe there is one chance...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Sistema
Sistema para pessoas
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Poemas espaciais, poemas especiais!
Via Láctea
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
(Olavo Bilac)
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
(Olavo Bilac)
Neste poema integrante de trinta e cinco da obra de Olavo Bilac, “Via Láctea”, é um bom exemplo de rima, ou hometeleuto, que consiste na repetição de sons no final das palavras, composto na forma de um soneto, ou seja, quatorze versos divididos em dois quartetos e dois tercetos ostentando dez sílabas poéticas, os famosos versos decassílabos. As rimas são compostas em no formato; A-B-A-B /B-A-BA /C-D-C / E-D-E. São elas: Certo/desperto, entanto/espanto, enquanto/ pranto, aberto/ deserto, amigo/contigo sentido/ ouvido, entendê-las/ estrelas.
Satélite
Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.
Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados.
Mas tão-somente
Satélite.
Ah Lua deste fim de tarde,
Demissionária de atribuições românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!
Fatigado de mais-valia,
Gosto de ti assim:
Coisa em si,
- Satélite.
(Manuel Bandeira)
Esse poema apresenta estrutura amplamente diversa do anterior, em comum somente quatro estrofes, os versos são livres, isto é, irregulares. Com relação aos recursos sonoros há uso de aliteração como nos versos;
Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia.
Pulsar*
(Augusto De Campos)
O último poema é semiótico rico visualmente, muito embora a intenção seja analisar os recursos sonoros, não poderia faltar nesta trilogia “espacial” o poema de Augusto de Campos, mas vou fazer analise dentro do contexto da disciplina, para tanto transcrevo agora os versos de uma maneira mais usual, sem a sofisticação concretista:
Onde quer que você esteja
Em Marte ou Eldorado
Abra a janela e veja
O pulsar quase mudo
Abraço de anos-luz
Que nenhum sol aquece
E o oco escuro esquece
Em Marte ou Eldorado
Abra a janela e veja
O pulsar quase mudo
Abraço de anos-luz
Que nenhum sol aquece
E o oco escuro esquece
Há o uso de três recursos nesses versos: a rima, assonância, e aliteração.
Rima; esteja/ veja aquece/esquece
Aliteração; Onde quer que você esteja/
Em Marte ou eldorado/ Abra a janela e veja
Assonância; Que nenhum sol aquece /
E o oco escuro esquece *Pulsar: Sentido substantivo; “Radiostrela que emite ondas de rádio com a duração de 35 milionésimos de segundo” (Dicionário Houaiss). Os outros sentidos da palavra também se
aplicam ao poema.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Pressão.
Não percebeu o confronto
O baque é tremendo se sente estraçalhado
Era tempo contra o conhecimento
Levanta rasga as folhas que te oprimem!
Mas estava entorpecido:
É sem reação um objeto de avaliação
Não é sujeito para avaliação
O baque é tremendo se sente estraçalhado
Passos confusos e o caminho infinito
Caí no pranto retornando humilhado
Quando chegou entendeu o mundo:
Quando chegou entendeu o mundo:
Muito será cobrado
Mas muito pouco será dado.
Nesses versos caminha a impotência
Nesses versos caminha a impotência
Nesse canto sufocado a penitência
Na ação resignada, sem clemência
Na dor saber-se ignorante
Na tentativa o dialogo ficou errante
domingo, 15 de maio de 2011
O Discurso Da Fome
Os famintos pedem a palavra, eles que não tem voz apenas sofrem em silêncio:
O discurso deve ser reafirmado, mais importante salientar de sua contrapartida contra a crença dogmática vegetariana e apatia do pragmatismo neoliberal indiferente por quem tem fome. Essas duas coisas somadas Acarretam na defesa do aclamado desenvolvimento sustentável, mas desproblematizado nos induz a ignorar problemas gravíssimos de ordem mundial. Por isso a crítica a esses valores pregados como verdade absoluta, não é um desejo crítico de modificação macro-estrutural, passa por um falso engajamento e uma falsa ruptura com o capitalismo e a sociedade de consumo.
Os argumentos que favorecem a manutenção dessa ideologia até certa medida são louváveis, por isso eles devem ser avaliados e repensados pelas políticas de desenvolvimento do Estado. São situações decorrentes de uma forma equivocada de explorar os recursos naturais isso não há quem questione, situações como, por exemplo, a manutenção de grandes rebanhos bovinos causando muitos impactos como emissão de gás co2 e o desmatamento de grandes áreas florestais para criação de pasto (Amazônia é um bom exemplo dessa situação). Além disso, uma das principais bandeiras do vegetarianismo é à defesa dos animais, posto à maneira de abatimento esbanjar crueldade em diversas circunstâncias.
Mas o homo sapiens chegou ao nível de desenvolvimento intelectual graças ao consumo de proteína proveniente da carne nossa “seleção natural” exigiu que para sobrevivermos nossos ancestrais tivessem que comer carne, se por ventura alguém não o conseguisse acabava sendo vitimado pela fraqueza e sucumbia diante do meio. Então imaginem aquelas crianças do semi-árido nordestino ou da áfrica subsaariana, raquíticas ao extremo se tivessem a “dádiva” de comer um mísero pedaço de carne o que isso representaria em suas vidas. O que irrita no discurso vegetariano não é a defesa dos animais, tampouco o argumento da melhora da saúde, mas o discurso planfetário desvinculado de contexto econômico.
Não se vê o faminto vegetariano, quem o é quer transparecer ser “cool”, como se fosse à última moda, e quase mais xiita que um homem bomba desdenha os infiéis comedores de carne, muitos desses apenas a comem com a mesma humildade de quem come o pão da subsistência. No entanto o ortodoxo anti-carne segue repugnando o restante da civilização. Por que eles não são tão ávidos criticando a sociedade do consumo, os grandes conglomerados de “fast food” e os efeitos da globalização das desigualdades no mundo?
Faço valer da temática da fome, pois dizem que é cruel um ser fazer parte de uma cadeia alimentar e usufruir outro animal é algo vil, certo, mas muito pior é deixar seus semelhantes morrerem por não ter natureza alguma de alimento, quem prega a verdade sem ter a mínima noção do que isso implica, desprezando contextos culturais se furtando da realidade para pregar sua moral distorcida perde a validade do seu discurso. A “religião” vegetariana não é necessária tampouco sua doutrinação.
O impacto radical do mundo vegetariano acarretaria na nova agricultura para atender à nova demanda, o aumento de alimentos transgênicos e usos agrotóxicos para acelerar a produção em escala global, uma vez que não se mudam hábitos culturais sem gerar grandes modificações econômicas e sociais, e, por conseguinte nos meios de produção e nos hábitos de consumo.
Sem mencionar a ascensão de novos problemas provenientes dessa mudança; o acirramento das disputas por terras produtivas, o desgaste dos solos agrícolas, e aumento de doenças como o câncer, pois os hábitos alimentares e condições ambientais todos estes fatores aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença, e a fome ainda continuaria sendo protagonista nos países pobres.
O fato de ter encontrado um jeito melhor de me alimentar e de bem estar não significa que ele deve ser didaticamente propagado e assimilado por todos, os abusos devem ser combatidos de fato, o que não pode se perder jamais o é a o espírito de solidariedade e de mundo real e desmitificado. O mundo sem fome é mais viável e fraterno que o mundo “verde” que não resolverá problemas seculares, muito menos deixará de explorar a natureza.
sábado, 14 de maio de 2011
MÍDIA PRESCRITIVA x SOCIOLINGUÍSTICA
Um livro da 6º série do ensino fundamental explica o seguinte conceito de sociolingüística:na variedade popular basta que a palavra 'os' esteja no plural.
Exemplo;
"Os Livro ilustrado mais interessante estão emprestado"
Mas eu posso falar "os livro"? " Sim, mas dependendo da situação a pessoa corre o risco de ser vítima do preconceito linguístico".
O livro defende que a língua portuguesa deve ser usada com o princípio de uso adequado, ou inadequado, pautado em uma visão de escola democrática, e em momento nenhum o livro afirma que essa variante está de acordo com a norma culta. Apesar disso o jornal nacional de 13/05/2011 apresentou essa situação com imensa perplexidade, induzindo a população a pensar que o livro está “errado”, não admitindo outro discurso se não o de domínio do português gramaticalmente correto e preciso.
Quem oprime não quer perder o seu domínio, já oprimido nem o sabe o quanto é oprimido, a mídia ao invés de apoiar a transformação da sociedade através da voz de quem não tem voz, faz justamente o contrário, isto é, reproduz o discurso que perpetua a desigualdade social e a segregação entre ricos e pobres.
Na mesma edição do jornal à segunda reportagem aborda sobre a educação “transformadora”, uma reportagem com inúmeros clichês, usam uma citação de Piaget no inicio da matéria: “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram.”
Depois se contradiz ao inferir a organização de uma escola para obter resultado deve ser gerida tal qual uma empresa bem sucedida, e que as dificuldades da região da periferia de São Paulo onde se localiza a escola estão sendo superadas. O que na verdade está evidente na reportagem o papel da escola na formação de capital humano, ainda não é totalmente um modelo de educação assinalado pela afirmativa de Piaget, embora seus progressos sejam realmente dignos de admiração.
Infelizmente o ranço maior da preocupação da mídia, com a educação, fica na reprodução sistemática das mesmas práticas de manutenção da mesma ordem social. O tom elitizado, da linha editorial dos telejornais, em contrapartida a própria grade televisiva que não possui programas de qualidade, e com isso massificam e deterioram o pensamento popular.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
I Don't Know But I Can Try To Learn!
Eu, enquanto aluno, me submeto à dignidade de o sê-lo visando comprometimento com o ato de estudar, e a honestidade de demonstrar aquilo que aprendi dentro das minhas limitações e circunstâncias de aprendizado.
Quem não é capaz, ou não se presta a essa ética de assunção de ser o sujeito do seu conhecimento, mesmo que esse o seja penoso e limitado, fatalmente não pode, mais que isso, não deve jamais ser um educador.
O fim nunca deve justificar o meio, aquele que não teve autonomia diante de si mesmo, fatalmente será vítima do mesmo processo errático com seus alunos na qualidade de professor.
O resultado quantificador, o imediatismo apressado em obter satisfação e auto-estima, impedindo um ritmo pouco mais lento no aprendizado, o julgamento e medição de caráter, o medo de se mostrar ignorante alimentam o conhecimento do status, não da autonomia.
Mas homens, e mulheres, possuídos de integridade sabem que o ponto de partida é começar medindo aquilo que é desconhecido: "Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." - Sócrates
Por isso diante de nossa ignorância não devemos nutrir os sentimentos e atitudes de conformismo e apatia, receio temeroso, pois desta forma os valores acabam sendo subvertidos, levando a pior das mentiras quando mentimos para nossa consciência, achando que mais tarde vai aprender aquilo que deixou de aprender hoje, nem se importando com o saber legítimo alegando que ele não é importante para sua vida. Não raro ouço frases:
O problema não é o curso tampouco o lugar, raras vezes o método aplicado. O real problema são as barreiras pessoais que se colocam. Adotar o discurso do COITADO é condição indispensável para ser oprimido, deixando as dificuldades maiores do que elas realmente o são. Nenhum conhecimento crítico é supérfluo, até mesmo o argumento anti-globalização não se aplica, quando se trata de aprender inglês; sempre houve hegemonia cultural e econômica, e uma das consequências históricas é a difusão das línguas estabelecendo uma relevância maior no ensino de determinado idioma.
Começar aprender uma língua qualquer; inglês, espanhol, francês, japonês, enfim, não vai representar dominação, pelo contrário vão proporcionar a quem aprende um olhar mais crítico sobre o mundo, é claro há de se admitir que um dos processos decorrentes da globalização é a possibilidade do hibridismo da identidade cultural, isto é, um brasileiro pode adotar uma identidade de acordo com os valores de um determinado país, do mesmo jeito um estrangeiro pode assumir uma identidade brasileira, isso a certa medida pode ser ruim, ou bom inclusive, no entanto esse fato não me parece racional o bastante para deixar de aprender uma língua.
Começar aprender uma língua qualquer; inglês, espanhol, francês, japonês, enfim, não vai representar dominação, pelo contrário vão proporcionar a quem aprende um olhar mais crítico sobre o mundo, é claro há de se admitir que um dos processos decorrentes da globalização é a possibilidade do hibridismo da identidade cultural, isto é, um brasileiro pode adotar uma identidade de acordo com os valores de um determinado país, do mesmo jeito um estrangeiro pode assumir uma identidade brasileira, isso a certa medida pode ser ruim, ou bom inclusive, no entanto esse fato não me parece racional o bastante para deixar de aprender uma língua.
Aprender antes de tudo parte da atitude de QUERER, o sentimento necessário frente ao desconhecimento é o da raiva diante daquilo que te oprime não se sentir menor e inferior, requer esforço:
"Prefiro a rebeldia que me afirma como gente e que jamais deixou de provar que o ser humano é maior que os mecanismos que o minimizam" Pedagogia Da Autonomia (Paulo Freire)
quarta-feira, 30 de março de 2011
Considerações
Algumas Considerações sobre o mundo e a vida:
Como ainda podem existir ditaduras e ditadores?(Muammar Gaddafi)
Depois de doze anos, e dezessete cirurgias, um homem sucumbe ao câncer, por mais forte que sejamos ainda é maior a fragilidade humana?
(José Alencar)
(José Alencar)
Terremotos, tsunamis, possível tragédia nuclear, nada disso abala a fleuma e a organização de um povo, afinal de onde vem à calma? (Japão)
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