quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

RETROCESSO

   


    A sombra que paira sobre o país é pesada, como se a pátria fosse um homem que precisa amputar a perna para não morrer pelo contágio de uma infecção. Uma política de ajuste fiscal que rasteja enquanto agências de classificação de risco como Standard & Poors, Fitch, Moody’s rebaixaram nota do Brasil, tornando-o o pior país dentre os BRICS para investimento. Ainda que se saiba não ser tão transparente os métodos de classificação das agências, e que na verdade seguem mais o interesse do capital financeiro, este, por sua vez, pode ter grande interesse na acentuação da crise econômica brasileira pelo interesse de conseguir melhores ganhos com um novo governo por aqui.
   Distraídos com a lava-jato e tomando conhecimento exagerado das investigações que pipocam a toda hora como convém ao espetáculo midiático. Esse texto é para chamar atenção da ameaça de perdemos uma riqueza do pré-sal avaliada de 8,3 trilhões de dólares!!!

 Como isso pode acontecer?


    Muito simples. O processo de desconstrução da Petrobras como uma grande empresa já está em curso. Enquanto todas as notícias tomam conta apenas das denúncias de corrupção, o Senador José Cerra, sorrateiramente arquitetou um projeto, combinado antes mesmo de virar senador, com a empresa norte-americana Chevron interessada no pré-sal. Querem tirar a exclusividade da Petrobrás na exploração recursos da reserva.
     O detalhe é que as negociações ardilosas do Tucano foram reveladas por nada mais nada menos do que Julian Assange do WikiLeaks, ele conseguiu interceptar conversas via e-mail da empresa com o atual Senador do PSDB.
     Talvez você ainda não tenha se dado conta da gravidade da situação, mas a possibilidade viva de o Brasil se tornar um país desenvolvido depende tremendamente da resolução dos conflitos atuais, tenham certeza que apesar da péssima gestão da economia da Dilma Rousseff elevando a dívida pública a quase 60% do PIB e levando o Brasil a recessão e sem grau de investimento, caso ela sair da presidência antes de 2018, adeus pré-sal.
   Os 75% dos royalties dessa grande riqueza que iriam ser destinados à educação e 25% para saúde, e assim finalmente melhorando a qualidade do SUS, melhorando sobretudo, a qualidade da educação com salários melhores para os professores e melhorando a estrutura de várias escolas, vão se tornar um sonho distante.
    Quero aqui através desse texto repudiar toda e qualquer intenção de Trocar uma Política de Estado por uma Política de Mercado. O pré-sal é a riqueza do povo brasileiro não pode ser explorada por uma multinacional.
     A Vale do rio Doce, a maior produtora de minério do mundo, foi vendida pelo governo FHC por R$ 3, 3 bilhões de reais em 1997 e o valor estimado na época do leilão era de R$ 92 bilhões de reais, ou seja, valor 28 vezes maior do que o que foi pago pela empresa. Atualmente apenas em um trimestre em média o lucro da VALE é de 2 bilhões de reais, uma empresa predatória, haja vista a lambança em Mariana - MG,  a empresa SAMARCO pertence a VALE.
   
 A intenção é fazer o mesmo com a Petrobras - vão desqualificar sua gestão, apontar suas dívidas esquecendo o potencial produtivo e de lucro, e se não conseguirem privatizá-la, vão fazer acordo espúrios para que outras transnacionais mais uma vez levem vantagens sobre riquezas localizadas em território brasileiro. Os espectros horripilantes do neoliberalismo e do neocolonialismo nos ronda nossa  atual conjuntura. Vencer a atual crise política-econômica é fundamental para evitar um atraso no desenvolvimento de mais de 100 anos.