domingo, 27 de fevereiro de 2011

Grilo da Lua







Solitário...Sigo meu rumo
Saltando, pulando, confuso
Os meus e os vossos muros.
Caí à noite e nasce o dia
Finda o dia e vem a lua.
Iluminando como esfera
A negritude que vos espera
Como estranho viajante
Sem sandálias e errante
Avistando negros montes
A beber em secas fontes.
Encontrando estranha gente
Banhando-se em águas quentes
De velhas e antigas sementes.
Estranho grilo e confuso canto
Martelando em vários cantos.
Sonetos, liberdade e verdades
Buscando lealdade
Esbarrando em maldades.
Oh! Grilo mau amado.
Pequenino e esverdeado
Perdido na rua
Refugiou-se na lua.
Encantos...Desencantos
Da terra fugitivo
Prantos com escuro manto
Cobrindo a face com desenganos.    
Para aqueles que me amam...
Sou o louco. Sou o descompasso.  
Sou o fogo. Sou o laço.
Vivendo no céu estrelado.
Para os que me chamam de lunático
Pulo solto. Corro pouco
Apago o fogo, rasgo o laço.
Cá estou na lua, enlambuzado!
De viver, desconsolado
Nesta terra de fanáticos
Canudos e Farrapos.
Com lanternas aplaudindo
Quem procura, agulha em palheiros.
Vão vivendo...Assim os tolos.  
Aconselhados por Antônios Conselheiros.

 Por Ione Kadlec

Homenagem da minha amiga terráquea!