Eu, enquanto aluno, me submeto à dignidade de o sê-lo visando comprometimento com o ato de estudar, e a honestidade de demonstrar aquilo que aprendi dentro das minhas limitações e circunstâncias de aprendizado.
Quem não é capaz, ou não se presta a essa ética de assunção de ser o sujeito do seu conhecimento, mesmo que esse o seja penoso e limitado, fatalmente não pode, mais que isso, não deve jamais ser um educador.
O fim nunca deve justificar o meio, aquele que não teve autonomia diante de si mesmo, fatalmente será vítima do mesmo processo errático com seus alunos na qualidade de professor.
O resultado quantificador, o imediatismo apressado em obter satisfação e auto-estima, impedindo um ritmo pouco mais lento no aprendizado, o julgamento e medição de caráter, o medo de se mostrar ignorante alimentam o conhecimento do status, não da autonomia.
Mas homens, e mulheres, possuídos de integridade sabem que o ponto de partida é começar medindo aquilo que é desconhecido: "Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." - Sócrates
Por isso diante de nossa ignorância não devemos nutrir os sentimentos e atitudes de conformismo e apatia, receio temeroso, pois desta forma os valores acabam sendo subvertidos, levando a pior das mentiras quando mentimos para nossa consciência, achando que mais tarde vai aprender aquilo que deixou de aprender hoje, nem se importando com o saber legítimo alegando que ele não é importante para sua vida. Não raro ouço frases:
O problema não é o curso tampouco o lugar, raras vezes o método aplicado. O real problema são as barreiras pessoais que se colocam. Adotar o discurso do COITADO é condição indispensável para ser oprimido, deixando as dificuldades maiores do que elas realmente o são. Nenhum conhecimento crítico é supérfluo, até mesmo o argumento anti-globalização não se aplica, quando se trata de aprender inglês; sempre houve hegemonia cultural e econômica, e uma das consequências históricas é a difusão das línguas estabelecendo uma relevância maior no ensino de determinado idioma.
Começar aprender uma língua qualquer; inglês, espanhol, francês, japonês, enfim, não vai representar dominação, pelo contrário vão proporcionar a quem aprende um olhar mais crítico sobre o mundo, é claro há de se admitir que um dos processos decorrentes da globalização é a possibilidade do hibridismo da identidade cultural, isto é, um brasileiro pode adotar uma identidade de acordo com os valores de um determinado país, do mesmo jeito um estrangeiro pode assumir uma identidade brasileira, isso a certa medida pode ser ruim, ou bom inclusive, no entanto esse fato não me parece racional o bastante para deixar de aprender uma língua.
Começar aprender uma língua qualquer; inglês, espanhol, francês, japonês, enfim, não vai representar dominação, pelo contrário vão proporcionar a quem aprende um olhar mais crítico sobre o mundo, é claro há de se admitir que um dos processos decorrentes da globalização é a possibilidade do hibridismo da identidade cultural, isto é, um brasileiro pode adotar uma identidade de acordo com os valores de um determinado país, do mesmo jeito um estrangeiro pode assumir uma identidade brasileira, isso a certa medida pode ser ruim, ou bom inclusive, no entanto esse fato não me parece racional o bastante para deixar de aprender uma língua.
Aprender antes de tudo parte da atitude de QUERER, o sentimento necessário frente ao desconhecimento é o da raiva diante daquilo que te oprime não se sentir menor e inferior, requer esforço:
"Prefiro a rebeldia que me afirma como gente e que jamais deixou de provar que o ser humano é maior que os mecanismos que o minimizam" Pedagogia Da Autonomia (Paulo Freire)
